DESVIO DA EN104 AMEAÇA DEGRADAR ESTRADA DE CEREMA, ALERTA OLICANISSA

Associação Olicanissa alerta para o risco de degradação acelerada da via que atravessa o bairro de Cerema, no Município de Angoche, identificada como desvio temporário após a interdição da estrada principal, devido às obras de asfaltagem da Estrada Nacional n.º 104, no troço Nametil–Angoche.

A organização explica que a via alternativa não reúne condições técnicas adequadas para suportar o intenso fluxo de viaturas que deverá circular durante o período das obras, o que poderá comprometer rapidamente o seu estado de conservação.

O Director Executivo da Olicanissa, Abílio Ussene, defende que a Administração Nacional de Estradas (ANE) deve realizar intervenções de melhoria e reforço da via antes da sua utilização como desvio.

"A estrada precisa de ser preparada antes de receber o tráfego desviado. Se isso não acontecer, a degradação será inevitável", sublinhou a fonte.


Segundo o responsável, a utilização da via nas condições actuais poderá acelerar a sua degradação e aumentar os impactos para as comunidades residentes ao longo do corredor.

"A circulação de viaturas pesadas poderá agravar os danos e criar conflitos com as comunidades caso não haja reposição da estrada", reiterou o Director.

Abílio Ussene advertiu ainda que a degradação da via poderá originar conflitos entre as comunidades locais e as empresas que utilizarem o desvio para o transporte dos seus produtos.

"Defendemos que haja medidas preventivas e um compromisso claro para proteger a estrada e as comunidades durante a execução das obras", concluiu

A preocupação é compartilhada por alguns moradores de Cerema. Ouvidos pela nossa reportagem, defendemos que a estrada seja reabilitada antes de servir de desvio, para evitar a sua manipulação e reduzir os impactos na comunidade.

As obras de asfaltagem da Estrada Nacional n.º 110, no troço Nametil–Angoche, deverão ser concluídas ainda este ano, após vários períodos de interrupção. Considerada uma infra-estrutura estratégica para a mobilidade e para o desenvolvimento económico da região, a empreitada é aguardada com expectativa pelas comunidades e pelos operadores económicos. (Redacção)


 

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