ANGOCHE: VÁRIAS ESCOLAS AFECTADAS POR CASOS DE DESMAIOS ENTRE ALUNAS

 

A cidade de Angoche está a registar casos de desmaios entre alunas em várias escolas secundárias, situação que tem vindo a gerar preocupação entre a comunidade escolar e as autoridades locais.

Os episódios foram inicialmente observados na Escola Secundária de Angoche e depois na 12 de Outubro, antiga Handan Bin Rashid, e mais recentemente também na Escola Secundária 25 de Setembro, envolvendo sobretudo estudantes do sexo feminino durante o período lectivo.

Na Escola Secundária 12 de Outubro, a direcção confirma que o número de casos aumentou este ano, comparativamente aos períodos anteriores, registando-se situações em que várias alunas perdem os sentidos no mesmo dia.

Segundo o director adjunto do 2.º ciclo, Issufo Omar, o fenómeno já tinha sido registado em anos anteriores, mas com menor incidência.

“Nos anos recuados tivemos cerca de cinco casos identificáveis. Este ano a situação agravou-se, com cerca de onze alunas afectadas e casos mais frequentes”, explicou.

O responsável acrescenta que, num dos dias recentes, foram registados seis casos apenas no período da manhã, envolvendo alunas que não faziam parte dos episódios anteriores.

Os episódios ocorrem tanto durante as aulas como nos intervalos, sendo mais frequentes em períodos de maior calor.

A direcção da escola refere ainda que apenas alunas têm sido afectadas até ao momento, sem registo de casos entre alunos do sexo masculino.

Embora existam várias especulações sobre as causas, a direcção sublinha que não há, para já, confirmação de qualquer origem concreta, estando o caso a ser acompanhado pelas autoridades competentes.

O sector da saúde em Angoche admite que os desmaios podem estar associados a factores como ansiedade, medo, falta de alimentação, calor e condições de ventilação nas salas de aula, mas reforça que é necessário acompanhamento mais detalhado para melhor compreensão do fenómeno.

As alunas afectadas têm sido encaminhadas às unidades sanitárias locais, onde recebem assistência médica.

As autoridades de educação e saúde continuam a acompanhar a situação, enquanto a comunidade escolar aguarda esclarecimentos e medidas que possam garantir a estabilidade do ambiente de ensino e aprendizagem. (Redacção)

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